quinta-feira, outubro 04, 2012
Sombras na janela
sexta-feira, dezembro 02, 2011
A queda de uma força da natureza
sexta-feira, novembro 18, 2011
Vazio e frio
segunda-feira, novembro 07, 2011
You shot yourself in the foot again
sexta-feira, outubro 07, 2011
Palavra e meia
quarta-feira, setembro 21, 2011
À experiência
quarta-feira, agosto 10, 2011
A morte ardente de um maço Camel
Ela observa as estrelas no firmamento e um suspiro forma-se na garganta negra de fumo. O suspiro é, como sempre, apenas uma forma de evitar que as lágrimas caiam em cascata pela sua branca face. Fuma mais um cigarro desejando que o anel de fumo que acabara de enviar para o ar magicamente desaparecesse e em seu lugar ele se materializasse. É obsessivo, doentio e ridículo. Pelo menos é assim que ela vê a atitude que toma num momento de desespero. Deixa-se estar enquanto a noite se evapora, senta-se no chão, acende mais um cigarro e espera que o sono venha. Mas nunca vem, o sono assim como ele, e assim ela murmura.
- Hoje, porque as estrelas ainda brilham, porque a lua está cheia e porque a tua cara ainda me assombra, vejo o mundo mais claro.
Os cigarros, assim como os sonhos, morrem queimados e não há nada que a faça sentir confortável. O chão é duro, frio e ele já não se apresenta para lhe colocar a mão no ombro, para a puxar para perto de si e a fazer sentir “pertencente”. É pena, pensa, é pena que os sonhos morram e é pena que as pessoas também. Mais um cigarro e na verdade quem se queima e quem morre é ela que a cada dia tosse mais e a cada dia se sente mais fraca.
domingo, agosto 07, 2011
Loucura
quinta-feira, junho 23, 2011
Verdade
Duvidem de tudo o que vos dizem, até do que, na escola, vos ensinam. Questionem e quebrem a barreira erguida em redor da Verdade que os envergonha. Tenho espírito crítico, sejam inteligentes o suficiente para saberem quando vos enganam e cruéis o suficiente para, com bruteza, os desmascarar.
Quando tudo se tornar complicado, quando vos enterrarem em burocracia e vos olharem com um medo presente nos olhos, saberão que estão no caminho certo, que estão cada vez mais perto. Não desistam, por mais difícil que seja continuar. Lutem por aquilo em que acreditam, lutem pela Verdade, pela Liberdade! Insistam, sempre, descubram aquilo que, com mil cuidados, eles escondem. Tenham garra, força, coragem para enfrentar o mundo! Quando se sentirem à beira do abismo, prestes a rebentar, quando se sentirem tão exaustos que não conseguem sequer falar, sejam altruístas o suficiente para respirar fundo e não parar. Vão buscar força dentro de vocês mesmos e guiem-se por aquele farol sempre brilhante que é a Verdade.
E quando saírem vitoriosos, o orgulho será tanto, o alívio tão grande que não mais quererão parar.
Duvidem
Questionem
Critiquem
Insistam
Procurem pela Verdade enterrada na lama.
quinta-feira, maio 26, 2011
O quase tudo
És algo de estranho, algo diferente. Não acreditas em nomes, não te importas com o falatório que provocas ao passar comigo, não me mentes, não me enganas (digo eu) e respiras calor, respiras afecto.
Mas tenho medo, um medo constante que brinca comigo com imagens macabras que dançam na minha mente. A tempesta começa, a tempesta cresce. Preocupo-me demais dirias. Eu sei... Mas todo este medo esconde um lado tranquilo, esconde a minha vontade de não te desapontar, de te manter perto de mim.
A tempesta cessa, tu olhas-me (o teu olhar sempre me disse tudo o que eu precisava de saber) e eu não consigo evitar sorrir. Dizes que as minhas constantes dúvidas te ofendem, te magoam mas se olhares mais perto verás que não passam de vãs promessas que faço a mim mesma tentando evitar algo já inevitável.
Agarraste-me (algo nada fácil de se fazer), rompeste a bolha envolvente, protectora (algo ainda mais difícil). Ao quebrar essa protecção tudo se mostra, todas as minhas falhas e fraquezas mas também tudo o que de bom em mim existe. Cabe-te a ti ainda saber se o bom compensa o mau.
domingo, maio 01, 2011
Dita...
Todos os dias falo de ti, com ele, com ela, alternados. Estás sempre presente, sempre comigo, carrego-te aos ombros pois a tua dor arde-me na pele.
Podia dizer as saudades que sinto quando penso que não mais poderei falar-te, discutir contigo ou estar (sequer) perto de ti.
Com pés de lã escrevo. Não quero dizer nada que te ofenda. Já chega de gritar na rua, de lavar a loiça suja.
Devo dizer, Dita, que nunca na vida encontrei alguém como tu. Nem voltarei a encontrar.
domingo, abril 17, 2011
Incompleto
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Trevas
Por trás do seu véu, por trás dos seus olhos de gelo, algo palpitava e tentava viver. Uma réstia do que ela tinha um dia sido, aquela alma inocente que antes a iluminava. Reduzida, perdida a luz, arrancada do seu âmago e espezinhada.
“Nada será como foi e nada foi como amanhã será” dizia porque ele o dizia, o sussurava ao seu ouvido quando ela morria nos seus braços e lhe confessava que não queria viver. E aquelas palavras davam-lhe esperança, força para enfrentar mais um dia e lutar . Mas todos os dias eram uma interminável luta e na escuridão ela não o via mais, não via o seu sorriso, os seus olhos, não via a luz ao fundo do túnel. Via negro, tudo negro em seu redor e nada mais.
- Será que vale a pena lutar outra vez?
As trevas são como areias movediças, nunca conseguimos sair de lá sozinhos, só nos enterramos mais. Ele não estava lá para a tirar das trevas e ela continuava a afundar-se. O telefone não tocava, a campainha também não. As suas lágrimas caiam, em silêncio, na madeira fria e nada a faria regressar.
quinta-feira, setembro 30, 2010
Sangue, Suor e Lágrimas
Não consigo sentir aquele objectivo, a meta final como todos eles. Só vejo um grupo e o seu líder, só vejo sangue, suor e lágrimas, só vejo ódio e insultos gritados para o ar. Sinto-os errados, vejo-os drenados de pensamento próprio e sei que a causa a cada dia cresce e engole tudo como uma tempestade engole uma cidade. Pensem no que isto é na verdade, pensem. Para que trabalhamos?
sexta-feira, julho 09, 2010
O Sonho
Sofia abriu os olhos e à sua direita viu-o. Amaldiçoou o seu corpo nú por ser masculino e não feminino, por não ter as curvas dela. Não podia suportá-lo subitamente... Levantou-se, saiu com desprezo da cama deles onde tantas noites haviam passado em alegria e amor. Vestiu-se, calçou-se e saiu de casa. Procurava-a para lhe dizer que a amava. Andou e andou, percorreu quilómetros à procura dela, da freak que a tinha deixado assim. Horas passaram e o sol elevava-se no céu. Finalmente, ao longe Sofia avistou-a. Correu para ela apenas para a ver acompanhada. A ele, Sofia também o conhecia e a partir daquele momento odiava. Os lábios daquele homem colavam-se aos da sua musa e apesar de tudo Sofia não conseguia desviar o olhar. Ela tocava-lhe a face num gesto de carinho tão sincero que não podia ser mentira. Tudo tinha sido em vão. Ela nunca amaria Sofia, nunca quereria estar com ela, nunca a desejaria. Sofia virou costas e caminhou lentamente de volta a casa, de volta ao conforto do seu leito onde a seu lado ele repousava. Nunca mais seria a mesma....
segunda-feira, julho 05, 2010
Here I go again...
Ela era bela e dela vinha uma luz tão pura como a luz da lua que brilhava. O cabelo longo, estranho, colorido e emaranhado fez-me sorrir. “Não me penteio há três anos” dizia ela e eu ri-me e ela riu-se, um riso belo e aquele olhar de felicidade sempre presente. Tinha uma energia contagiante e ela será para sempre a minha alma gémea. Os lábios carnudos, convidadtivos chamavam-me e os seus olhos smicerrados sempre me encantaram. Bastou isto... Estou encantada para a vida.
Algo me enfrenta, ciúmes... Ciúmes daquele que a tem, daquele que está com ela e que não a merece.
Será que algum dia a vou ter?
sábado, outubro 31, 2009
Reclamação a Deus
Desde que nasci sempre acreditei em Vossa Excelência e que o seu trabalho na terra era positivo e proveitoso para a população. Contudo, à data de 4 de Dezembro de 2004 apercebi-me que tinha sido enganada por Vossa Excelência.
Assim, venho por este meio reclamar da publicidade enganosa e crenças falsas que Vossa Excelência impõe à população da terra. Segue-se uma lista de algumas das burlas por si distribuídas começando pela verdade duvidosa da existência de Vossa Excelência.
a) Às pessoas boas só virá bem.
b) Deus é amor.
c) Se a sua conduta for respeitável e nada de mal fizeres ou pensares terás um lugar no Paraíso.
d) Criacionismo ou o mito do Génesis é um insulto ao pensamento colectivo desta nossa sociedade
Exijo, em nome de todos os crentes atacados ferozmente com morte, doença ou qualquer outra calamidade, um pedido de desculpas formal em público. Se se recusar a cumprir com esta compensação avançarei com um processo criminal por burla.
Atenciosamente,
Mariana Guerra
quarta-feira, agosto 19, 2009
Estrelas
Bem-vindo ao Clube...
terça-feira, junho 23, 2009
Ao meu amor...
Procurei pelos livros pensamentos amorosos que pudesse fingir serem meus. Uma vez mais, busca vã. Encontrei nada nas páginas empoeiradas e o esboço da minha imaginação ficou sem alicerce e assim a casa ruíu.
Procurei pelas ruas alguém que me explicasse qual o significado do amor. Cavei no fundo das almas das pessoas durante dias sem fim, examinei toda a bondade em cada coração, dissequei todo o afecto que consegui achar e contudo não descobri aquilo a que chamam de amor.
Voltei para casa, para o meu castelo, o meu pequeno lar e tu esperavas-me sentado à lareira, lias um livro. Entendi, então aí, olhando nos teus olhos castanhos que talvez não precisasse de belos termos ou de pensamentos apaixonados. Nem sequer precisava de conhecer a definição de amor. Tinha-te a ti... E tu és tudo o que necessito.
sábado, junho 20, 2009
Antónimos
És o meu melhor sonho e o meu pior pesadelo (como aguentas ser tão torturantemente confuso?). Amor adolescente construído sobre uma nuvem de fantasias e sexo, relações prematuras, fantasmas nos corações jovens. E já nem se joga joguinhos como crianças, já não se brinca às casinhas e gostava de poder encarar isto com mais seriedade. Esgotei toda a fé que tinha...
Confiei cegamente numa visão futurista de “um dia talvez” e todas as minhas histórias começavam por “um dia talvez” (como odeio essa expressão). E desconcentrada do presente não via como a minha vida já tinha começado (sem mim).
És tudo para mim (sentes o peso da responsabilidade?)...