Cada dia que passa sinto a minha força a esvair-se. Esgota-me, tudo me esgota e este é um trabalho ingrato. Não há recompensas, não há palmadinhas nas costas nem nunca ninguém nos diz que fizemos um bom trabalho. É um monstro insaciável esta organização tão viva que parece que respira connosco. Nasceu do nosso sangue, das lágrimas de tantos outros antes de nós e do suor dos que sentiram na pele a dor cortante de desiludir alguém. O nosso trabalho nunca é suficiente, nunca acaba e há sempre alguém que pede mais, que quer mais. Com o passar das horas, com o passar dos dias, mês após mês nada muda e cada vez mais sinto a minha força a esvair-se. “Perfeição, temos que atingir a perfeição!” todos gritam mas ninguém sabe bem para quê. Para quê tanto trabalho afinal?
Não consigo sentir aquele objectivo, a meta final como todos eles. Só vejo um grupo e o seu líder, só vejo sangue, suor e lágrimas, só vejo ódio e insultos gritados para o ar. Sinto-os errados, vejo-os drenados de pensamento próprio e sei que a causa a cada dia cresce e engole tudo como uma tempestade engole uma cidade. Pensem no que isto é na verdade, pensem. Para que trabalhamos?
Não consigo sentir aquele objectivo, a meta final como todos eles. Só vejo um grupo e o seu líder, só vejo sangue, suor e lágrimas, só vejo ódio e insultos gritados para o ar. Sinto-os errados, vejo-os drenados de pensamento próprio e sei que a causa a cada dia cresce e engole tudo como uma tempestade engole uma cidade. Pensem no que isto é na verdade, pensem. Para que trabalhamos?
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