A sombra na janela
assombra-me. És tu, no contorno do pôr do sol e no barulho das
luzes. Em todo o lado és tu com o teu sorriso que me chamas para
junto. Dançamos no escuro (ou será que danço sozinha?) e dançamos
tão bem e lutamos tão apaixonadamente que duvido se na verdade não
me amas. Como é que se sabe? Como é que sabes quando estás com a
pessoa certa? Como sabes se apenas não estás a desperdiçar o tempo
com alguém que se vai virar e magoar-te outra vez? Como sabem todos
eles quando arriscaram, tomaram a decisão? Fecho-me no meu canto,
sinto que o meu círculo está muito fechado mas quem adicionar?
Preciso de pessoas novas. Pessoas que fiquem felizes por mim, por te
ter a ti e não quem fique preocupado. Todo o mal que fizeste é
impossível de apagar e sem dúvida tremo de medo e fecho-te lá for
a quando me lembro que podes voltar a fazer tudo novamente falando de
um outro plano.
As respostas estão for
a do meu alcance, não consigo ver o futuro (era tão mais fácil se
conseguisse). Nao sei, arrisco. Arrisco a minha vida aqui, no momento
em que aterras. Sim porque disto depende a minha vida física. De ti,
da tua decisão, dependo eu. Mas posso continuar. Sei que sim. Se
decidires que não me queres já não me dói. Disto depende a minha
vida, de escrever, das palavras que jorram sem sentido e sem
objectivo, disto sim dependo e par viver. Sem ti existo, não
escrevo, não há palavras, minha musa inspiradora. E escrevo, as
palavras vêm sem grande esforço coo antes e sinto-me viva
novamente! Vivo! Respiro! Falo! E já não me estranho tanto como
antes. É estranho o efeito que tens em mim...
Sem comentários:
Enviar um comentário