quinta-feira, outubro 04, 2012

Sombras na janela


A sombra na janela assombra-me. És tu, no contorno do pôr do sol e no barulho das luzes. Em todo o lado és tu com o teu sorriso que me chamas para junto. Dançamos no escuro (ou será que danço sozinha?) e dançamos tão bem e lutamos tão apaixonadamente que duvido se na verdade não me amas. Como é que se sabe? Como é que sabes quando estás com a pessoa certa? Como sabes se apenas não estás a desperdiçar o tempo com alguém que se vai virar e magoar-te outra vez? Como sabem todos eles quando arriscaram, tomaram a decisão? Fecho-me no meu canto, sinto que o meu círculo está muito fechado mas quem adicionar? Preciso de pessoas novas. Pessoas que fiquem felizes por mim, por te ter a ti e não quem fique preocupado. Todo o mal que fizeste é impossível de apagar e sem dúvida tremo de medo e fecho-te lá for a quando me lembro que podes voltar a fazer tudo novamente falando de um outro plano.
As respostas estão for a do meu alcance, não consigo ver o futuro (era tão mais fácil se conseguisse). Nao sei, arrisco. Arrisco a minha vida aqui, no momento em que aterras. Sim porque disto depende a minha vida física. De ti, da tua decisão, dependo eu. Mas posso continuar. Sei que sim. Se decidires que não me queres já não me dói. Disto depende a minha vida, de escrever, das palavras que jorram sem sentido e sem objectivo, disto sim dependo e par viver. Sem ti existo, não escrevo, não há palavras, minha musa inspiradora. E escrevo, as palavras vêm sem grande esforço coo antes e sinto-me viva novamente! Vivo! Respiro! Falo! E já não me estranho tanto como antes. É estranho o efeito que tens em mim...  

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