quarta-feira, agosto 10, 2011

A morte ardente de um maço Camel

Ela observa as estrelas no firmamento e um suspiro forma-se na garganta negra de fumo. O suspiro é, como sempre, apenas uma forma de evitar que as lágrimas caiam em cascata pela sua branca face. Fuma mais um cigarro desejando que o anel de fumo que acabara de enviar para o ar magicamente desaparecesse e em seu lugar ele se materializasse. É obsessivo, doentio e ridículo. Pelo menos é assim que ela vê a atitude que toma num momento de desespero. Deixa-se estar enquanto a noite se evapora, senta-se no chão, acende mais um cigarro e espera que o sono venha. Mas nunca vem, o sono assim como ele, e assim ela murmura.

- Hoje, porque as estrelas ainda brilham, porque a lua está cheia e porque a tua cara ainda me assombra, vejo o mundo mais claro.

Os cigarros, assim como os sonhos, morrem queimados e não há nada que a faça sentir confortável. O chão é duro, frio e ele já não se apresenta para lhe colocar a mão no ombro, para a puxar para perto de si e a fazer sentir “pertencente”. É pena, pensa, é pena que os sonhos morram e é pena que as pessoas também. Mais um cigarro e na verdade quem se queima e quem morre é ela que a cada dia tosse mais e a cada dia se sente mais fraca.

2 comentários:

mibs disse...

Babe se quiseres ir beber coffee, apita. Nem que seja so para dizer ola xD o silencio nem sempre e mau.
E sim defacto a nicotina as x ajuda. aquilo que nos mata muitas x e o que nos conforta.

RC disse...

LOL! Eu sei... =P Ainda vamos antes de me ir embora XP