-Então, que tal foi o
primeiro mês? - Pergunta ele, deitado na relva, com aquela sua
expressão que ela apropriadamente batizara de “cara de sacana”.
Era a mesma que ele
mostrava sempre que via maneira de a tramar apenas com palavras. Ela,
deitada no seu estômago, sentia os segundos passarem, contava-os
pela sua respiração. Inspira, expira. Ela sabia qual a resposta que
ele procurava, ou talvez, no fundo, não soubesse. Por isso,
respondeu-lhe como se ele não fosse ele, como se não o amasse, como
se não sentisse a sua falta a todas as horas que o dia (e a noite)
possui.
-Foi fixe.
-Já sabia que me ias
responder assim – e sorriu, baixou a cabeça, fechou os olhos.
E ficaram-se por aí, o
assunto morto para ele, vivo demais para ela. Os minutos que lhe
restavam da sua companhia passou-os a reviver tudo o que passara
desde que, há um mês atrás, tocara solo inglês, anunciando-se
pretencente.
É incrível como por
vezes tudo muda mas tudo fica tão na mesma.
3 comentários:
"para dizer a verdade, não valeu a pena" hahahaha
Não afirmo em lado algum que valeu. Assim como nunca te disse qe não tenha aprendido nada com isso e que não tenha sentido nada no percurso. Não é verdade?
e por ti.(penso eu)
Enviar um comentário