sábado, junho 14, 2008

Que faço?

Como ages assim, manipulando-me tão bem? Como, sendo tu tão pouco dado às subtis artes e sendo eu a própria Atenas, me consegues vergar com truques baratos de falso ilusionista? Nem sequer compreendo porque fazes o que fazes, porque me tentas enganar e depois segues a tua vida fingindo-te inocente, como se nada tivesse acontecido.
Desculpa ter-te traído, desculpa ter-te mentido e desculpa tudo o que aconteceu. Passando isto para tinta retiro um peso dos meus ombros… Contudo, isso não significa que tenha deixado de pensar e rever na minha mente o que aconteceu vezes e vezes sem conta. Que tenha desistido de imaginar o que poderia ser connosco. Passaram-se seis meses, exactamente meio ano e mesmo assim por uma qualquer razão que desconheço não te consigo esquecer.
Não espero que venhas ter comigo. Sei perfeitamente que está nas minhas mãos dar ou não o derradeiro passo. Não percebo as tuas atitudes nem vou agir como se percebesse. Não vou tomar uma decisão até me dares um sinal. Mas só me tens dado palpites contraditórios!

Se calhar o melhor é desistir. Fingir que já não te amo, voltar costas e regressar vazia desta minha busca.

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