A inspiração surge sempre nas alturas mais inoportunas sabias? E depois para a transformar em algo brilhantemente pensado e transformado em frases coerentes para alguém neste vasto mundo compreender (espero que sejas tu – as dúvidas assombram-me -) é um processo complicado e extremamente difícil. Por vezes sai naturalmente, como acontece cada vez que escrevo para ti, sobre ti ou sobre nós. É, para mim, apaixonante escrever sobre os teus actos, divagar sobre como seria se, por ventura, ficássemos juntos. Mas depois quando tento descrever esta ou aquela situação é-me impossível! Sou incapaz de passar por palavras o que a minha memória conseguiu gravar tão bem e repete vezes e vezes sem conta para meu privado deleite e tristeza.
Não consigo já contar as vezes que vi na minha mente todos e cada um dos momentos desta nossa “última vez”. Especialmente aquele segundo em que me disseste que ela ia ter contigo no Verão. E ainda te queixaste porque eu não demonstrei o mínimo de emoção! Então dizes-me em toda a tua lata descontraída que dormiste com outra e que ainda por cima vais estar com ela durante o verão na cama onde já estivemos nós e ainda amuas quando eu não reajo como querias? Que querias que fizesse? Querias que gritasse “fica lá com a tua puta!” e me fosse embora sem conseguir conter as lágrimas? Era isso que querias? Pois eu não sou assim! Eu não gosto de dar espectáculo! Se tenho que chorar, choro mas longe de ti. Se tenho que gritar, grito mas grito para ninguém. Gostas dessas é? Dessas que gostam de pôr toda a gente a observar o seu desgosto? Digo e repito: Eu não sou assim! Eu mantenho a minha angústia privada. E depois ficas zangadíssimo quando eu não te conto “coisas”, pensamentos melhor dizendo. Se me perguntares se confio em ti eu não te vou saber dar uma resposta. Confio sim, sei que se cair para trás tu me apanhas (e daí talvez não, se estiveres com eles talvez me deixasses cair). No que eu não confio é nos teus sentimentos, nos teus impulsos e neles (nelas). É triste pensar isto de ti, logo de ti de todas as pessoas neste mundo! Sai de lá a chorar! Mal conseguia andar! Ao menos tinha os óculos escuros, já não se notava tanto mas mesmo assim odiei ir na camioneta e sentir toda a gente contemplando o partir do meu coração.
É triste esta dependência que tenho por ti, Cassius...
Não consigo já contar as vezes que vi na minha mente todos e cada um dos momentos desta nossa “última vez”. Especialmente aquele segundo em que me disseste que ela ia ter contigo no Verão. E ainda te queixaste porque eu não demonstrei o mínimo de emoção! Então dizes-me em toda a tua lata descontraída que dormiste com outra e que ainda por cima vais estar com ela durante o verão na cama onde já estivemos nós e ainda amuas quando eu não reajo como querias? Que querias que fizesse? Querias que gritasse “fica lá com a tua puta!” e me fosse embora sem conseguir conter as lágrimas? Era isso que querias? Pois eu não sou assim! Eu não gosto de dar espectáculo! Se tenho que chorar, choro mas longe de ti. Se tenho que gritar, grito mas grito para ninguém. Gostas dessas é? Dessas que gostam de pôr toda a gente a observar o seu desgosto? Digo e repito: Eu não sou assim! Eu mantenho a minha angústia privada. E depois ficas zangadíssimo quando eu não te conto “coisas”, pensamentos melhor dizendo. Se me perguntares se confio em ti eu não te vou saber dar uma resposta. Confio sim, sei que se cair para trás tu me apanhas (e daí talvez não, se estiveres com eles talvez me deixasses cair). No que eu não confio é nos teus sentimentos, nos teus impulsos e neles (nelas). É triste pensar isto de ti, logo de ti de todas as pessoas neste mundo! Sai de lá a chorar! Mal conseguia andar! Ao menos tinha os óculos escuros, já não se notava tanto mas mesmo assim odiei ir na camioneta e sentir toda a gente contemplando o partir do meu coração.
É triste esta dependência que tenho por ti, Cassius...
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