segunda-feira, junho 23, 2008

Duas Vontades

Brincas certamente. Não podes realmente acreditar que algo mudaria só porque eu quero ficar. Só porque eu não quero voltar e tu não queres que eu vá. A vontade de dois não muda o mundo. Se mudasse… Oh se ajudasse em alguma coisa de alguma simples maneira ficaria de bom grado. Até te agradeceria por me ajudares a ficar. Mas não te agradeço agora que a vontade de dois não muda nada. Apenas estás a tornar mais difícil para mim partir!
“Promete. Promete que lhe falas” pediste-me. Bem sabes que não posso garantir isso. Sou uma cobarde e isso podes gritar do topo dos telhados! Não consegui falar-lhe. Nem gritar-lhe. Chorei, sim mas não lhe disse porquê. Não lhe disse em voz mansa e cautelosa que não queria voltar, que queria ficar. Não lhe exigi em voz dura que me devolvesse o meu cavalo, o meu amor. Não, nada disso. Muito menos lhe contei em voz suave e sonhadora o que me tinhas dito, pedido e querido.
Porque não me queres ver pelas costas? Devias estar extasiado com esta amarga novidade! Porque me pareceste tão desanimado como eu? Porque sequer te importaste? Não adianta de nada agora os nossos esforços. Mesmo que eu te tivesse contado assim que a ameaça começou a pairar sobre a minha cabeça de nada adiantaria.
Tudo está lentamente a desmoronar-se. E não há nada que duas vontades possam fazer contra isso.

1 comentário:

Dark Angel...! disse...

=O

Mary Mary, qéq se passou por ai?

Huum...