
Nada me ocorre, nada acontece. Estou numa vila perdida, esquecida pelo tempo e pelos que conseguiram fugir. Moscas vivem, moscas voam, moscas morrem.
Nada acontece. Pessoas sentadas, não se movem. Pessoas em pé, atarefadas talvez atrasadas para os seus pacóvios deveres. Nada existe para além do muro que nos separa. Eu não pertenço aqui. Nunca serei como eles, cidadãos de segunda classe numa vila de que o tempo se esqueceu.
Nada me ocorre. Desliguei a dor e esqueci este local amaldiçoado. Estou longe, muito longe num sítio onde eu sou eu e algo acontece. Algo me ocorre, tudo acontece.
2 comentários:
não parar, não parar, nunca parar não, parar nunca, parar é morrer uma morte lenta e ainda a viver, morrer a estar vivo é a pior morte de todas, não parar, não parar de escrever e sentir e querer sempre saír, estejamos onde estivermos o importante é saír.
Amo-te!
Rui (mano)
aaa...por acaso fost a minha casa??!e pk neste texto descreves a nha casa na perfeiçao... loool
*BjOo
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