Antigo estilo, antigos textos, antigas palavras em vão. Sempre o mesmo que escrevo, que digo ou faço. Como Romeu arruíno a minha própria felicidade e como Romeu amo intensamente aquele que me quer mal… Ódio a Paris sinto mas ao contrário de Romeu, Julieta não é minha. Outro mantém-na cativa, Paris mantém-na cativa.
Feitiço negro, vós lançais a meu destino e este vos obedece com vontade. Mentira sejas tu, mundo em que vivo, pois aqui não pertenço, aqui não me mereço. Não existas tu, existindo ele em ti! Porque criaste tal criatura senão para mim?
Ó cruel mundo shakespeariano! Que prazer tens em privar os mortais de seu simples, pequeno contentamento? Porque intricas tua dama Destino para ser imperturbável, impenetrável e impossivelmente difícil de ser entendida?
Como Romeu existo neste estado de semi-vivência, não estando realmente como parte do mundo, sempre sentindo que sou a peça a mais do puzzle cósmico que é as vidas dos milhões de pessoas deste sítio a que chamam “lar”. E como Romeu espero até que morra, até que não possa mais respirar…
Feitiço negro, vós lançais a meu destino e este vos obedece com vontade. Mentira sejas tu, mundo em que vivo, pois aqui não pertenço, aqui não me mereço. Não existas tu, existindo ele em ti! Porque criaste tal criatura senão para mim?
Ó cruel mundo shakespeariano! Que prazer tens em privar os mortais de seu simples, pequeno contentamento? Porque intricas tua dama Destino para ser imperturbável, impenetrável e impossivelmente difícil de ser entendida?
Como Romeu existo neste estado de semi-vivência, não estando realmente como parte do mundo, sempre sentindo que sou a peça a mais do puzzle cósmico que é as vidas dos milhões de pessoas deste sítio a que chamam “lar”. E como Romeu espero até que morra, até que não possa mais respirar…
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