domingo, março 30, 2008

Moribundo desejo, moribundo

Moribundo desejo, moribundo

Resistente no seu leito de morte este desejo combatente

Latente

Pulsante dentro de mim

Rejeitando a morte

Apesar de tudo ter feito para o abafar

Rejeitar

Negar

Chegou o momento

Não posso mais esconder

A fome com que me debato

A sede que me seca a garganta

E me impede de falar

Preciso de água e só tu ma podes dar pois és

A chuva divina

O meu sustento

E o que me mantém viva

Corro para a ravina

Mas tu agarras-me no último segundo

Impedes-me de cair

Mesmo sem te aperceberes

Corações batem céleres

Mas não são os nossos

Moribundo desejo, moribundo é o meu

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