Moribundo desejo, moribundo
Resistente no seu leito de morte este desejo combatente
Latente
Pulsante dentro de mim
Rejeitando a morte
Apesar de tudo ter feito para o abafar
Rejeitar
Negar
Chegou o momento
Não posso mais esconder
A fome com que me debato
A sede que me seca a garganta
E me impede de falar
Preciso de água e só tu ma podes dar pois és
A chuva divina
O meu sustento
E o que me mantém viva
Corro para a ravina
Mas tu agarras-me no último segundo
Impedes-me de cair
Mesmo sem te aperceberes
Corações batem céleres
Mas não são os nossos
Moribundo desejo, moribundo é o meu
Sem comentários:
Enviar um comentário